Dicas de Decoração Rose indoor design

A emoção que cada objeto contém!

O post de hoje falará sobre a emoção que cada objeto contém, através de uma matéria publicada por PROJETO HESTIA em 30 de janeiro de 2016.

“Aproveite que hoje é sábado e faça o teste aí na sua casa: despeje o mesmo vinho em uma taça de cristal e em um copo de vidro comum. Sinta a impressionante diferença entre as duas bebidas. Este é o exercício que Donald Norman, autor do livro Emotional Design (ed. Basic Books), nos propõe para explicar sua teoria. Após anos trabalhando com a engenharia da usabilidade, ele percebeu que as coisas que funcionam melhor são as que mais amamos, no dia a dia. Ou seja: se você acha que o gosto do vinho é superior em uma taça de cristal, é porque ela cumpre sua função melhor que o copo de vidro. A taça se acomoda melhor entre os lábios, proporciona uma experiência olfativa mais rica, seu formato tem encaixe perfeito nas mãos.

 

É por isso que pagaremos mais caro, naturalmente, por uma taça de cristal. E o interessante é que essa reflexão pode nos estimular, também, a selecionar melhor os objetos que temos em casa. Os itens que possuímos não devem ser confusos, irritantes, frustrantes, difíceis de usar, segundo Norman. Se forem, não merecem estar acessíveis no nosso dia a dia, não devem fazer parte da nossa rotina, afinal, eles podem somar pontos negativos ao nosso humor.

Veja o espremedor de laranjas acima, criado pelo designer Philippe Starck, por exemplo, um ícone de design mundial festejado desde a criação. Além de sedutor, é um objeto que foge do óbvio, nos diverte, mexe com nossas ideias e deixa até o ato de fazer suco mais lúdico… mas também proporciona uma experiência ótima de usabilidade: o suco cai diretamente na jarra abaixo dele. Sem confusão, sem estresse, com diversão!

O mesmo vale para objetos escanteados e sem uso em casa: olhar para eles nos faz pensar em um espaço ocupado, em um gasto supérfluo e sem sentido. Ou seja, nos leva a acreditar na incompetência que tivemos ao não dar um novo uso à coisa, ou doá-la, reciclá-la. “Design comportamental é sentir-se no controle, e isso inclui usabilidade, compreensão, mas também sentir o quanto essa coisa é agradável”, ele explica. “Emoção tem a ver com estar seguro no mundo, interpretá-lo e poder dizer: ruim, bom, seguro, perigoso”, completa, apontando por que um objeto emociona mais que outro.

Foto 1: ambiente com mesa de Zaha Hadid, na AD Lifestyle

Fotos 2 e 3: o design de Philippe Starck, divulgação

Foto 4: ambiente de Marcel Wanders, divulgação. ”

 

Através desta matéria, podemos ver a influencia dos objetos em relação ao nosso sistema emocional… Podemos abranger um pouco mais falando sobre a Psicologia do Design de Interiores.

Um ramo recente da Psicologia Ambiental. Baseia-se em resultados de pesquisas científicas e em experimentação. O fundamento essencial dessa área é o amplo universo de investigação neurocientífica das emoções humanas. Dito de outra maneira, ocupa-se de entender como os seres humanos reagem, no nível emocional e cognitivo, à forma com que os espaços interiores – residenciais e comerciais, individuais e coletivos – são organizados. A partir disso, a Psicologia do Design de interiores visa contribuir para que os lares e estabelecimentos comerciais sejam espaços promotores de bem-estar e qualidade de vida. Não se pode confundir a Psicologia do Design de interiores com a Ergonomia. Enquanto a Ergonomia volta-se para a criação de ambientes funcionais, a Psicologia do Design de interiores tem a árdua tarefa de tentar criar ambientes mais felizes, espaços que priorizem as emoções e as vivências positivas.

Esta aí a importância da nossa profissão… Nós atuamos como intérpretes, ou seja, alguém que colhe informações a seu respeito, e, junto com você, transforma estas referências em um ambiente que funciona, que cabe no seu bolso, que nutre os sentidos, que representa de uma forma sutil e totalmente pessoal aquilo que você é e as coisas em que acredita. Faz aquilo que parece óbvio, mas que você talvez tenha dificuldade em fazer sozinho. E sabe por quê? Pelo envolvimento emocional. Porque há este laço afetivo enorme entre a casa e seus moradores.

 

 

Rose indoor design

Sobre o autor | Website

Pós-graduada em Ambientação de Interiores, Tecnologias e Sustentabilidade pela Universidade do Vale de Itajaí em 2012, Desde sua formação em 2008 atua como Designer de Interiores, residenciais e comerciais. O que faz a diferença em seu trabalho, entretanto, é um interesse genuíno pelas pessoas, seus desejos e seus estilos de vida. Cada projeto de Roseli Souza nasce da observação do cliente e da cuidadosa análise de seus objetivos, sejam eles pessoais, familiares ou corporativos. Para materializar o que para muitos é um sonho, Roseli usa toda a sua versatilidade e dedicação em cada etapa do projeto.

Quer receber o melhor conteúdo de dicas de decoração e sustentabilidade ? Insira seu email

100% livre de spam.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!